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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

The Lancet: oximetria de pulso pode ser um exame auxiliar na triagem de cardiopatias congênitas

A triagem para defeitos cardíacos congênitos depende da realização de uma ultrassonografia pré-natal e do exame clínico pós-natal. No entanto, muitas vezes os defeitos não são detectados e podem levar a risco de vida. O estudo publicado no The Lancet avaliou prospectivamente a precisão da oximetria de pulso como teste de triagem para os defeitos cardíacos congênitos.

Em seis maternidades no Reino Unido, recém-nascidos assintomáticos (gestação> 34 semanas) foram examinados com oximetria de pulso antes da alta. Os bebês que não atingiram os limiares de saturação de oxigênio foram submetidos à ecocardiografia. Todos os outros bebês foram seguidos até 12 meses de idade através da utilização de registros regionais e nacionais e acompanhamento clínico. O principal resultado foi a sensibilidade e a especificidade da oximetria de pulso para detecção de defeitos cardíacos congênitos críticos (causando a morte ou a necessidade de intervenção invasiva antes de 28 dias de vida) ou doenças cardíacas congênitas importantes (que causam morte ou necessidade de intervenção invasiva nos primeiros doze meses de idade).

Dos 20.055 recém-nascidos triados, 53 eram portadores das principais cardiopatias congênitas (24 críticas), uma prevalência de 2,6 por 1.000 nascidos vivos. As análises foram feitas em todos os bebês para os quais a leitura da oximetria de pulso foi obtida. A sensibilidade da oximetria de pulso foi de 75% para os casos críticos e 49,06% para todos os principais defeitos cardíacos congênitos. Em 35 casos, já suspeitava-se de defeitos cardíacos congênitos após ultrassonografia pré-natal e a exclusão destes reduziu a sensibilidade para 58,33% para os casos críticos e 28,57% para todos os casos de grandes defeitos cardíacos congênitos. Resultados falso-positivos foram observados para 169 (0,8%) bebês, dos quais seis casos foram significativos, mas não grandes defeitos cardíacos congênitos, e 40 foram outras doenças que necessitaram de intervenção médica urgente.

Concluiu-se que a oximetria de pulso é um teste seguro, viável e que agrega valor ao rastreamento existente para defeitos cardíacos congênitos. Ela identifica casos de cardiopatias congênitas críticas que não são detectados com a ultra-sonografia pré-natal. A detecção precoce de outras doenças é também uma vantagem adicional.

Fonte: The Lancet - Publicação online de 5 de agosto de 2011

NEWS.MED.BR, 2011. The Lancet: oximetria de pulso pode ser um exame auxiliar na triagem de cardiopatias congênitas. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2011.

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